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22/04/2014

Pós- Páscoa: Sem peso na consciência

Diversas pesquisas já comprovaram que o chocolate pode fazer bem à saúde. Intestino, cérebro e coração são alguns dos órgãos que se beneficiam da ação de cinco de substâncias presentes no doce: flavonoides, polifenóis, teobromina, feniletilamina e cafeína. Os flavonoides e polifenóis são antioxidantes que combatem os radicais livres e, assim, previnem o envelhecimento celular. Já a teobromina, feniletilamina e cafeína estimulam o sistema nervoso central e promovem sensação de prazer e bem-estar. "O que faz o chocolate ser tão popular é a combinação entre gosto bom e benefícios físicos e psicológicos", afirma a nutricionista italiana Donatella Lippi, professora do departamento de medicina da Universidade de Florença e especialista em história médica.

O limite de consumo recomendado diariamente é de 50 gramas, equivalente a dois bombons. "Mais do que isso, o alimento pode causar acúmulo de gordura, alteração nos níveis de glicose, colesterol e triglicérides, além de alergia e diarreia", diz a endocrinologista Claudia Cozer, coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares (Nota) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Quanto mais cacau tem o chocolate, maior sua concentração de antioxidantes e estimulantes. Por isso, médicos e nutricionistas recomendam o consumo da versão amarga, aquelas com 60 a 100% de cacau na composição. O meio-amargo (40 a 60% de cacau) também faz bem ao organismo, mas deve ser uma opção secundária, por conter mais açúcar do que o amargo.

Já o ao leite — que leva mais leite e açúcar do que cacau — e o branco — composto por manteiga de cacau, açúcar, leite e gordura saturada — praticamente não oferecem benefícios à saúde. "Em quantidades altas, os dois tipos podem fazer mal ao consumidor", afirma Martine Elisabeth Kienzle, professora do curso de nutrição da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Além da porcentagem da fruta estampada no rótulo, há um truque para identificar, pelo paladar, um chocolate nutritivo: em contato com a ponta da língua, ele derrete completamente, um sinal de que foi feito com cacau sólido, não com a manteiga da fruta. "Há chocolates com a mesma quantidade de cacau na formulação, mas variados níveis de gordura e açúcar. Por isso, é bom verificar tanto no paladar quanto na embalagem", explica Claudia Cozer.

*Esta matéria foi publicada no Site Veja.com

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