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28/10/2015

Jovens têm insegurança com relação ao mercado de trabalho, diz pesquisa

Pesquisa do Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios mostrou que os jovens estão inseguros com a sua entrada no mercado de trabalho. O levantamento foi feito com 9.876 respondentes, entre 5 e 16 de outubro, para descobrir a visão da Geração Y sobre o tema: "Como você avalia o mercado hoje?".

A concorrência já foi percebida pela maioria dos participantes da pesquisa: 46,06% (4.545 pessoas) dizem "ter encontrado dificuldades, por conta das poucas ofertas e do alto índice de candidatos qualificados". Bem próximo a isso, 43,7% (4.316), afirmam "sentir insegurança sobre o futuro".

"Os jovens, tradicionalmente, são a parcela da população mais vulnerável ao fenômeno do desemprego e, em época de dificuldades, a situação piora", explica Yolanda Brandão, coordenadora de treinamentos do Nube.

Yolanda lembra que as modalidades de estágio e aprendizagem são boas alternativas para entrar no mercado de trabalho. "Há incentivos fiscais para as empresas, pois possuem encargos menores ao contratar jovens por meio dessas práticas. Para estimular o investimento das organizações na contratação de estagiários, há a isenção de benefícios assegurados aos demais empregados, como 13º salário, FGTS, ⅓ sobre férias e verbas rescisórias, por exemplo, pois não existe vínculo empregatício", complementa.

Assim como quem está no início dessa trajetória está preocupado, os empregadores também estão mais cautelosos com relação ao futuro. A expectativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo dados divulgados no segundo semestre de 2015, é uma elevação na quantia de jovens entre 15 e 24 anos sem uma colocação profissional, atingindo 15,5% ainda esse ano, três vezes a taxa entre adultos. "Não pode haver desmotivação, independentemente se estiver em busca de uma colocação ou já estagiando. Investir na formação profissional é um diferencial, aproveitando as relações de trabalho para aumentar e fortalecer as redes de relacionamento, abrindo portas para outras oportunidades", sugere a coordenadora.

Mesmo assim, 10,28% do público se manteve confiante. As opções "estável, com oportunidades apenas para quem já conseguiu sua vaga" e "está ótimo, as pessoas podem fazer carreira na empresa" obtiveram, respectivamente, 7,73% (763) e 2,55% (252) dos votos. "Essa parcela pode ser de estudantes com mais qualificação ou, não podemos desconsiderar essa possibilidade, votantes menos a par da situação econômica do país", pondera Yolanda.

*Fonte: G1

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