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04/05/2012

Você tem inteligência emocional?

Ninguém gosta de trabalhar com um gestor que utiliza de intimidação e jogo de poder para atingir metas e menos ainda de estar ao lado de um colega que perde facilmente o controle durante as negociações. Buscar o equilíbrio diante de situações de conflito e saber lidar com o estresse do dia a dia coloca cada vez mais como regra do jogo a inteligência emocional.

O termo foi popularizado pelo psiquiatra americano Daniel Goleman, autor de diversos livros sobre o tema – no mais recente, “Leadership: the power of emotional intelligence” (em tradução livre: “Liderança: o poder da inteligência emocional”), ele analisa que, avalizadas as competências que empresas ao redor do mundo utilizam para identificar seus líderes estrelados, pode se identificar facilmente indicadores de inteligência emocional no topo das prioridades, ao lado de características técnicas.

A importância de características técnicas crescem em funções mais baixas, enquanto nos níveis mais altos, o modelo de competência  para líderes consiste em 80% a 100% de habilidades baseadas em inteligência emocional. Goleman resume a questão, na introdução de seu livro, com a fala de um recrutador de uma consultoria global: CEOs são tratados pela sua experiência em negócios a capacidade intelectual, mas demitidos por falta de inteligência emocional.

Na psicologia, refere-se à capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, e especialmente de saber lidar com eles. Matilde Berna, diretora de gestão e transição de carreira da consultoria de recursos humanos Right Management, aponta que características como sempre se colocar no lugar do outro ao se posicionar, não ser precipitado na tomada de decisões e não invadir o espaço do outro são importantes, principalmente na seleção de executivos. “Eles são os principais tomadores de decisão e fazem aliança entre grupo, negociam e buscam parcerias, mesmo no dia a dia da empresa, em um ambiente onde há cada vez mais pressão por resultados e decisões. Portanto, o equilíbrio destes funcionários é essencial”. Quando há falta de inteligência emocional, o profissional deixa de reconhecer no ambiente o que é importante para a equipe e para a empresa. “Prevalece apenas o que ele acredita que seja importante, e isso talvez seja interessante nem para o outro nem para a empresa”, conclui Matilde.

A auto-consciência, auto-gestão, consciência social e habilidade para gerenciar relacionamentos são parte de um processo de aprendizado, diz Goleman. Seja por meio de um coach, um mentor na organização ou outro acompanhamento profissional, o executivo deve buscar os motivos de um comportamento perfeccionista ou razões do estresse em algumas situações no ambiente corporativo. Caso o problema não seja de caráter interno, da própria personalidade do profissional, é necessário avaliar o ambiente da companhia. “Caso não esteja adequado aos seus valores ou ao que busca, pode dificultar essa busca pelo equilíbrio”, pondera.

Sandra Lucena, 39 anos, diretora de novos negócios e marketing da ProPay, terceirizadora de folha de pagamento e gestão de benefícios, diz que, como gestora, busca focar o aprimoramento de relacionamentos interpessoais na empresa. “Busco olhar o melhor trabalho que fazem, não apenas suas falhas e lacunas. E isso apenas conseguimos por meio da inteligência emocional. Por exemplo, ninguém erra sozinho e não pode ser crucificado por isso”, detalha. Não é da noite para o dia. Sandra diz que a busca do equilíbrio foi um processo de aprendizado adquirido com experiências ao longo da vida e da carreira – nem sempre experiências positivas. “Tive problemas de saúde e aprendi a lidar com a ansiedade ao tomar decisões. Hoje, consigo avaliar que trabalhar 14 horas por dia e ser centralizador não é ter inteligência emocional. É necessário confiar, delegar e trabalhar junto com a equipe.”

Esta notícia foi publicada no Jornal Brasil Econômico, em 03 de maio de 2012.

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