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26/07/2012

Ritmo de vida acelerado? Atente-se, seu filho pode ter obesidade infantil

Umas das doenças que vem se destacando nesse século de epidemias é a obesidade, na maioria das vezes isso ocorre devido um estilo de vida acelerado.

Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, de abril de 2012, 48,5%, ou seja, quase metade da população brasileira está acima do peso. Um número negativo já que a obesidade pode gerar doenças cardiovasculares, respiratórias ou de articulações.

Seguindo esse ritmo, a obesidade em crianças também é alarmante já que de acordo com dados do IBGE, cerca de 15%  na faixa etária entre os 5 a 9 sofrem com a obesidade.

Segundo Fábio Plá Souza, profissional de educação física e professor de futsal do SESI, “em qualquer idade, sobretudo na infância, por estar em fase de crescimento e desenvolvimento, é necessário que se tenha uma boa alimentação em conjunto com a prática de atividades física, o ideal é que exista uma alimentação balanceada e preferencialmente orientada por um nutricionista.” Fábio ainda ressalta que é recomendável que todas as crianças pratiquem atividades físicas, porém, em casos de obesidade, programas orientados por profissionais especializados poderão melhorar a qualidade de vida da criança.

As causas

As cantinas das escolas são munidas de salgadinhos, refrigerantes e doces, dando liberdade para as crianças que estão longe de qualquer inspeção dos pais, fazerem suas próprias escolhas. Aos 10 anos, Eric Castro estava acima de seu peso, depois de fazer alguns exames de rotina a pedidos de sua pediatra descobriu que estava com o colesterol alto. O menino comia alimentos gordurosos e isso desencadeou a doença, “eu levava o lanche que a minha mãe fazia, mas às vezes comia na cantina, comprava croissants, coxinha, refrigerante e se sobrasse dinheiro eu ainda comprava balas. Depois que minha mãe descobriu que eu estava com colesterol alto comecei a fazer natação e futsal até emagreci,” conta Eric que hoje, com a ajuda dos pais, já conseguiu equilibrar o colesterol.

A educação alimentar deve fazer parte da vida da criança desde a barriga. A mãe deve tomar cuidado com os alimentos ingeridos durante a gravidez e depois do nascimento do bebê, até os 6 meses de vida ela deve mantê-lo apenas com leite materno, depois desse período ela pode e deve começar a introduzir comida sólida. “Muitas vezes a criança só se torna obesa quando os pais não dão a devida atenção para a alimentação de seu filho desde o início de vida dele, isso acontece quando deixam de alimentá-lo apenas com leite materno e passam a dar chá ou engrossantes para o leite como complemento”, enfatiza Fábio.

Por outro lado, conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2011 apenas 41% dos bebês menores de 6 meses no Brasil são alimentados somente com o leite materno, um resultado bastante raso visto que o leite materno contém todos os elementos necessários para alimentar e proteger os bebês de doenças e infecções. Ligia Nunes, mãe de Gustavo de 1 ano, ressalta a importância da amamentação, “o leite materno é fundamental pra saúde e crescimento do bebê, com 2 meses e meio de vida o Gustavo já estava pesando 6 kg, era bem gordinho, porém saudável, e para isso ele não precisava consumir nenhum outro tipo de alimento, era exclusivamente o leite materno. Quando ainda mamava no peito as doenças que ele tinha eram passageiras, agora que ele não mama mais percebo que quando pega uma gripe, por exemplo, o processo já é mais demorado, o pediatra disse que realmente isso faz a diferença.”

Além de cuidar da alimentação dos filhos os pais devem sempre estar atentos aos exemplos que são dados dentro de casa. A prática de atividades físicas e o consumo de alimentos saudáveis é uma ação que deve partir dos pais. De nada adiante ser ativo na teoria e não na prática. As crianças são sempre influenciadas pelos pais, seja positivamente ou negativamente.

Independente da causa que provoque a obesidade infantil, seja por fatores do ambiente – má alimentação, consumo exorbitante de calorias, a inativação de atividades físicas ocasionando o sedentarismo, influência de propagandas consumistas – seja por fatores genéticos ou psicológicos há chances de reverter esse quadro com acompanhamento médico e a máxima atenção dos pais, para que o futuro da criança não seja marcado por diagnósticos negativos.

*Equipe de conteúdo ProPay

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