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03/06/2015

Problemas de saúde deixaram "de molho" 14 milhões de pessoas, diz IBGE

Cerca de 14,1 milhões de brasileiros -- 7% da população -- deixaram de realizar atividades habituais, como trabalhar, estudar etc., por motivos de saúde. Entre as causas mais frequentes estão gripe e resfriado (17,8%) e dor nas costas ou problemas no pescoço e na nuca (10,5%). Os dados fazem parte do segundo volume da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (2).

O percentual de resfriado ou gripe foi maior para a faixa de 0 a 17 anos (39,8%) e diminuiu com o aumento da idade (6,9% das pessoas de 60 anos ou mais). Já motivos como dor nos braços ou nas mãos, dor de cabeça ou enxaqueca, entre outros, variaram de 4,1% a 5,5% do total da população.

As maiores proporções de brasileiros cujas atividades foram prejudicadas por problemas de saúde se deram nas regiões Sul (8,4%) e Nordeste (7,8%). Já o Norte (5,8%) foi a região que teve a menor taxa. As mulheres (8%) predominaram em relação aos homens (5,9%). Em relação à idade, os pesquisadores observaram que, quanto mais elevada, maior também é a proporção do indicador, atingindo 11,5% entre pessoas de 60 anos ou mais.

O IBGE explicou ainda que as estatísticas da Pesquisa Nacional de Saúde não são comparáveis com outras publicações do instituto, pois a pesquisa tem um "desenho próprio" (fatores que não haviam sido abordados antes). Dessa forma, não seria possível estabelecer séries históricas cruzando as informações com o suplemento de saúde da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios).

Os entrevistadores do IBGE estiveram em pouco mais de 80 mil domicílios. O Brasil possui, segundo o IBGE, cerca de 65 milhões de residências.

O primeiro volume da PNS, divulgado em dezembro do ano passado, continha capítulos como a percepção do estado de saúde, as doenças crônicas não transmissíveis e o estilo de vida. Na ocasião, o UOL mostrou que quase metade dos brasileiros é sedentária, 15% fumam e 28% veem muita TV. A hipertensão e os problemas na coluna eram as principais doenças dos brasileiros.

Intervalo de confiança

Por ser uma pesquisa por amostra, as variáveis divulgadas pela PNS estão dentro de um intervalo numérico, que é o chamado "erro amostral". Não há uma margem de erro específica para toda a amostra.

Para cada caso, é calculado o intervalo de confiança. "Isso quer dizer que, em 95% das vezes que eu pegar uma amostra e calcular o indicador, ele estará dentro daquele intervalo. (...) Quanto menor o intervalo de confiança, melhor é", explicou Maria Lúcia Vieira, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Diferentemente das pesquisas eleitorais, que têm apenas um indicador em destaque (a intenção de votos de determinado candidato), a PNS tem vários indicadores e o valor de cada um deles oscila dentro do seu intervalo específico.

*Fonte: uol

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