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18/09/2014

Pesquisa aponta erros em currículos que levam a exclusão de candidatos

Quando uma empresa abre uma vaga em sua equipe, ela costuma receber milhares de e-mails com candidatos dispostos a assumir o cargo. Porém, muitos desses currículos acabam descartados pela área de Recursos Humanos por conta de erros na preparação dessas informações.

Uma pesquisa realizada pela Career Builder com cerca de 2 mil recrutadores nos Estados Unidos aponta que 61% deles descartam na hora um candidato que apresente erros de ortografia e digitação no currículo. Para entender como os recrutadores brasileiros reagiriam a esse mesmo problema, a Elancers, empresa líder no mercado de sistemas de recrutamento e seleção, também realizou uma avaliação com mais de 1 mil profissionais de RH nos mesmos moldes e o resultado da pesquisa mostrou que cerca de 43% dos recrutadores descartariam candidatos que apresentassem essa deficiência.

"Mensalmente, realizamos pesquisas com os mais de 30 mil recrutadores que utilizam nosso sistema visando melhorar o sistema ou criar novas funcionalidades. Mas quando analisei a pesquisa da Career Builder me perguntei: será que os recrutadores do Brasil pensam da mesma forma que os recrutadores dos Estados Unidos? Essa dúvida nos levou a avaliar as mesmas questões propostas na pesquisa norte-americana junto aos profissionais brasileiros", explica Cezar Tegon, presidente da Elancers. 

Ao comparar as pesquisas da Career Builder e da Elancers, Tegon encontrou outro dado que mostra as diferenças de avaliação. Nos Estados Unidos, 41% dos recrutadores eliminam os candidatos que copiam e colam o perfil da vaga em seus currículos, visando mostrar “aderência ao que a empresa demanda”. No Brasil, apenas 18% excluiriam um candidato por essa razão.

A flexibilidade do recrutador brasileiro pode ser constada, também, quando se analisa o tipo de e-mail que o candidato usa para cadastrar seu currículo. Nos Estados Unidos, 35% dos selecionadores eliminam um candidato que apresentar um e-mail com pouca credibilidade, como diminutivos, apelidos “constrangedores” ou informações pessoais. Já no Brasil, apenas 8% dos recrutadores consideram isso uma falta capaz de levar à exclusão do candidato.

"Esta grande diferença percentual nos dá pista de que nos EUA os recrutadores levam em consideração detalhes que podem indicar que o candidato não é muito sério ou não sabe separar o pessoal do profissional", esclarece Tegon.

Outros erros apontados na pesquisa que levam à exclusão do candidato foram: currículos com mais de duas páginas simplesmente não são lidos por 22% das empresas nos Estados Unidos e 8% no Brasil; currículos que contém foto é motivo de desclassificação para 13% dos selecionadores americanos e 14% para os brasileiros; e currículos que descrevem mais tarefas do que resultados também são motivos para descarte para 16% dos empregadores norte-americanos e 10% para os brasileiros.

"A comparação entre os resultados dos recrutadores dos EUA e do Brasil nos mostra que, apesar de trabalharem para escolher os melhores profissionais para suas empresas, o modo como percorrem este caminho é bem diferente. O estilo de contratação e a cultura de cada país são os fatores que pesaram na diferença das respostas. Creio que não podemos dizer que existem respostas certas ou erradas, podemos apenas refletir sobre estas diferenças", finaliza. 

*Esta notícia foi publicada pela Gestão@RH em 15 de setembro de 2014.

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