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19/09/2013

Os desafios dos novos CEOs

As estatísticas apontam que a média de permanência de CEOs nas empresas diminuiu, especialmente quando vêm de fora da empresa, nos países emergentes como o Brasil e em grandes organizações. A média caiu de oito anos, em 2003, para quatro anos, em 2012, segundo pesquisa da Six Seconds. A principal razão é que os novos CEOs não conseguem criar parcerias e relacionamentos rapidamente com seus pares, liderados e stakeholders.        

De acordo com Carlos Aldan, CEO do Grupo Kronberg, um dos principais motivos para este quadro é a falta de inteligência emocional - habilidade de integrar pensamentos e sentimentos com o objetivo de otimizar as decisões - principalmente no que se refere à autoconsciência.

Quando o executivo assume essa nova posição, suas expectativas mudam, por isso é tão importante o alinhamento imediato dos esforços de todos em torno de sua visão de futuro para a organização.

Quanto maior for a autoconsciência do CEO (competência que nos possibilita identificar nossas emoções, inclinações, temperamentos, comportamentos e como estes afetam a nós e as pessoas ao nosso redor), mais rapidamente ele conseguirá entender as expectativas próprias e de seus stakeholders. O entendimento do histórico e da cultura da empresa, estratégias e posicionamento determinarão os estilos de liderança mais apropriados em sua nova posição.               

Para Aldan, a liderança eficaz depende da habilidade para construir um contexto de confiança no qual as pessoas se sintam altamente motivadas, adaptáveis às mudanças, trabalhando como equipe (cooperando) e executando com eficácia (produzindo os resultados acima do esperado).

Segundo o executivo, o isolamento e exposição permanentes representam um enorme desafio para quem ocupa esta posição pela primeira vez. Sem os componentes da inteligência emocional, a realidade desta combinação constante sobre o CEO pode levá-lo a se isolar ou se tornar um déspota. A posição já é solitária. Se ele se isola, como consequência da inabilidade em lidar com esta combinação de fatores, corre o risco de ser o último a saber sobre o que ocorre na empresa.   

Outro fator que necessita de atenção é a saúde do CEO. O resultado do estresse continuado, além de prejudicá-la, leva à desconexão emocional com as pessoas e o ambiente de forma geral, ou a chamada liderança dissonante. Portanto, se o profissional quer se manter emocionalmente conectado, ele tem que renovar suas energias de alguma forma, como a prática da meditação mindfulness, sem deixar de nutrir o otimismo, a esperança e a compaixão, além de buscar o equilíbrio em todas as formas de convivência
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 *Esta matéria  foi publicada no site VocêRH

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