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14/11/2012

Mais jovens procuram formação na área de RH

Com um papel cada vez mais estratégico em um cenário de escassez de talentos e de estagnação econômica, o departamento de recursos humanos tem demandado a contratação de gestores mais alinhados e participativos no que compete ao 'core business' das organizações onde atuam. Acompanhando essa tendência, nos últimos anos o mercado sentiu um forte crescimento no número de cursos de graduação presencial em gestão de RH - exclusivamente tecnológicos, com formação em dois anos.
 
O primeiro curso foi criado em 2001, mas a popularização nas faculdades é um movimento recente. Segundo informações do Ministério da Educação (MEC), a oferta cresceu 40% nos últimos dois anos e, atualmente, já existem 413 cursos no Brasil, distribuídos por 111 instituições, das quais 107 são particulares. Em 2011, a área contabilizava 82.301 alunos em todo o país.
 
Com matérias que vão desde gestão de liderança à administração da folha de pagamentos, o curso é voltado tanto para jovens que estão ingressando na primeira faculdade quanto para profissionais que já atuam no departamento de RH de alguma empresa e buscam especialização. Esse é o caso da coordenadora de RH Andrea Yreijo, da BS&B Safety Systems, multinacional de equipamentos de segurança sediada em Oklahoma, nos Estados Unidos.
 
No ano passado, a companhia, que possui 32 funcionários no escritório brasileiro, deu um passo importante no processo de profissionalização da filial: criou um departamento para a gestão do capital humano. Andrea, que era secretária executiva da empresa desde 2007, foi convidada a comandar a área, subordinada ao gestor de RH da matriz, com quem se reúne duas vezes por semana de forma presencial ou por teleconferência.
 
Para enfrentar o desafio de gerenciar uma área na qual não tinha experiência, Andrea se matriculou em um curso tecnológico de gestão de RH no ano passado. "Tive de começar o trabalho do zero, passando pela definição de cargos e salários até o desenvolvimento de projetos de seleção e retenção. A graduação me ajudou muito na parte técnica dessas tarefas", conta.
 
Por atuar em uma empresa de pequeno porte, ela é responsável não apenas pela execução de atividades operacionais, como gestão de folha, mas também pelo desenvolvimento de políticas de RH e indicadores de desempenho. Formada em secretariado executivo em 1996, Andrea pretende seguir carreira no RH. "Estou gostando muito da área e acabei descobrindo competências que nem imaginava que tinha."
 
Casos como esse são comuns, segundo Almiro dos Reis Neto, vice-presidente de conhecimento e aprendizagem da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). De acordo com ele, a maior parte dos gestores vêm de graduações diversas como psicologia, administração e até engenharia. "Geralmente, as pessoas enxergam no RH uma oportunidade de ingressar na empresa, mas acabam ficando". Ele ressalta que a área é naturalmente multidisciplinar, mas o gestor precisa buscar conhecimento técnico ao longo do trajeto profissional. "Não existe graduação ideal. Deve-se, portanto, buscar formação continuada em gestão", explica.
 
Mesmo que a graduação ainda não seja o principal quesito avaliado na hora de contratar o profissional de RH, Sylvia Ignácio da Costa, coordenadora do curso superior de tecnologia em gestão de recursos humanos da Universidade Anhembi Morumbi, defende que a busca por um conhecimento mais aprofundado na área é importante. "O objetivo do programa é preparar o profissional para ter uma visão mais ampla do negócio, desenvolvendo competências de relacionamento e o espírito empreendedor", explica. Na graduação, as disciplinas vão desde direito do trabalho e contabilidade até comunicação. "Queremos formar agentes de mudança dentro das corporações", diz.
 
Lançado em 2010, o curso possui duas modalidades, uma voltada para jovens que ingressam pela primeira vez na faculdade, e outra para profissionais que já atuam na área e precisam de uma grade mais flexível (graduação executiva). A predominância dos alunos, para ambas as opções, é de pessoas entre 25 e 30 anos. Existe também a opção de graduação a distância para profissionais já atuantes.
 
A Universidade Metodista de São Paulo também oferece essa alternativa, além da graduação presencial de dois anos, desde 2006. "No começo, as aulas eram repletas de alunos mais velhos, que buscavam uma especialização. Recentemente, nosso público passou a ficar mais jovem", explica Rafael Shiuzi, coordenador do curso de gestão de RH da instituição. Um levantamento interno deste ano mostrou que 62% desses alunos já trabalham, dos quais 40,5% na área de RH.
 
Shiuzi lembra que, no passado, o profissional tinha de fazer uma graduação mais generalista como administração de empresas. "Atualmente, existe opção para o jovem que já sabe o que quer. O fato de o curso ter apenas dois anos também contribui para aumentar o interesse."

*Esta notícia foi publicada no Valor Econômico em 12 de novembro de 2012.

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