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18/11/2015

Mais de 11% das crianças nascidas no Brasil são prematuras

Segundo números da Organização das Nações Unidas (ONU), todos os anos cerca de 15 milhões de crianças nascem antes de completar 37 semanas de gestação no mundo. Estes bebês são considerados prematuros. O estudo “Prematuridade e suas possíveis causas”, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), mostra que a prevalência de partos de crianças prematuras no Brasil chega a 11,7%. Isso coloca o país na décima posição entre os países onde mais nascem bebês prematuros.

Para evitar um nascimento prematuro e, consequentemente, complicações na saúde do bebê, é fundamental que a mãe tenha um bom acompanhamento pré-natal, com os exames e consultas indicados pela equipe de saúde, além de uma atenção especial às infecções genitais, como corrimentos e infecções urinárias. “O que às vezes em uma mulher que não está grávida, costuma-se esperar alguns dias para se melhorar, em uma gestante é fundamental que ela procure o serviço de saúde. Por isso, se entre uma consulta e outra aparecer uma infecção, dor para urinar ou corrimento, é necessário procurar com urgência o profissional de saúde”, explica o coordenador de Saúde da Criança e Aleitamento Materno Ministério da Saúde, Paulo Bonilha.

Outra questão associada ao índice de prematuridades dos bebês é o tabagismo. As toxinas do cigarro geram a diminuição do fluxo sanguíneo para o bebê, que por consequência recebe menos nutrientes e oxigênio. Além do parto antes do tempo, bebês de mães fumantes tendem a nascer com baixo peso, além de terem complicações respiratórias.

A conhecida cesárea agendada, sem o trabalho de parto espontâneo, também é uma causa muito associada à prematuridade. “Não há tecnologia 100% segura para se agendar um parto e se ter segurança que o bebê está maduro. Por isso deve ser estimulado o parto normal. O parto agendado pode fazer com que o bebê nasça prematuro ou a “termo precoce”, que é aquele bebê que nasceu com 37 semanas, mas nasceria com 39 ou 40 semanas se fosse esperado o desenvolvimento normal. Embora conceitualmente ele não seja prematuro, estas duas ou três semanas que faltaram no amadurecimento dentro da barriga da mãe podem fazer com que o bebê tenha algum desconforto respiratório e acabe indo para UTI”, completa Bonilha.

Os bebês prematuros necessitam recuperar o desenvolvimento, que aconteceria de forma natural dentro do útero, fora dele. Por isso, o desenvolvimento da criança deve ser ajustado, principalmente nos primeiros anos de vida. Um bebê que nasceu de 35 semanas, por exemplo, tem duas semanas a menos de maturação que um bebê nascido no tempo certo. A forma correta de acompanhar o desenvolvimento é que ele só seja comparado com um bebê recém-nascido a termo com 15 dias de vida. E este ajuste deve acompanha-lo nos marcos do desenvolvimento, como sustentar a cabeça, rolar, sentar, engatinhar e andar.

As recomendações gerais para o cuidado com qualquer bebê prematuro é o aleitamento materno. Se para um bebê nascido em tempo normal a amamentação é importante, para um prematuro é fundamental. “O corpo humano é tão fantástico, que o leite materno se adapta às necessidades da criança. A composição do leite da mãe de um bebê prematuro muda para nutri-lo melhor. Os prematuros necessitam de proteção contra infecções, pois eles geralmente são mais suscetíveis. A amamentação ainda estimula o desenvolvimento psicomotor do bebê”, explica Bonilha.

A presença da família durante a internação do bebê também é fundamental para a recuperação da criança. “A mãe de um bebê prematuro não deve ser visita na UTI Neonatal. Ela deve acompanha-lo durante toda internação. O contato da família ajuda a estabelecer um vínculo com o bebê. E para a mãe, estar perto da criança estimula a produção do leite. Se o bebê está internado e a mãe está longe, a produção do leite diminui. Por isso, é tão fundamental que os hospitais estimulem a permanência do bebê junto com mãe”, completa o coordenador.

Uma das estratégias que facilita recuperação do bebê é o método canguru, que consiste em colocar bebê em contato pele a pele o máximo de tempo possível. Quando o método foi inventado na Colômbia, na década de 1980, ele foi pensado para substituir a incubadora na necessidade de manter o bebê aquecido. A hipotermia é uma das causas de estresse e morte dos bebês prematuros. E este método mantém o bebê aquecido, além de favorecer o contato com a flora bacteriana da mãe, que o protege de infecções hospitalares.

Em casa, quando o bebê já teve alta, o contato pele a pele favorece o desenvolvimento psicomotor. O bebê prematuro possui um risco maior ao atraso no desenvolvimento e quando carregado junto da mãe, ele está exposto a mais estímulos. “O bebê que fica no canguru é movimento, ouve e vê mais coisa. O que faz com que ele tenha um desenvolvimento melhor do que o bebê que fica apenas deitado no berço”, finaliza Paulo.

Rede Cegonha - Com a Rede Cegonha o Ministério da Saúde reforça as ações de atenção às mulheres no planejamento reprodutivo, na confirmação da gravidez, no pré-natal, no parto e 28 dias após o parto (puerpério). As consultas de pré-natal, na atenção básica, devem ser em quantidade e qualidade com a garantia de atenção humanizada, exames laboratoriais e de ultrassom, além de testes rápidos para diagnóstico de algumas doenças. 

Para favorecer a construção de uma relação de confiança e compromisso das usuárias com as equipes e os serviços, contribuindo para a promoção da cultura de solidariedade e para a legitimação do sistema público de saúde, a Política Nacional de Humanização toma o acolhimento como postura prática nas ações de atenção e gestão das unidades de atendimento. No contexto da Rede Cegonha, ao permitir que a gestante expresse suas preocupações e suas angústias, o profissional de saúde garante a recepção da usuária com escuta qualificada, que favorece o vínculo e a avaliação de vulnerabilidades de acordo com o seu contexto social, com articulação com outros serviços de saúde para a continuidade da assistência.

A Rede Cegonha prevê, ainda, visitas domiciliares às gestantes e puérperas, principalmente no último mês de gestação e na primeira semana após o parto, com o objetivo de monitorar a mulher e a criança, orientar cuidados adequados, identificar possíveis fatores de risco e realizar os encaminhamentos necessários.

*Fonte: Blog Ministério da Saúde

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