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17/12/2015

Entenda a diferença entre remédios de referência, genéricos e similares

O preço dos remédios é controlado pelo governo federal. Em abril desse ano, houve reajuste nos preços. Porém, agora os consumidores estão sentindo ainda mais diferença quando vão ao balcão das farmácias. Não foi novo ajuste nos preços, dessa vez é a alta do dólar que está influenciando. Para continuar com o lucro, os fabricantes diminuíram os descontos que dão às farmácias. Essas, por sua vez, diminuem o desconto dado ao cliente, portanto, o preço final aumenta. A saída para economizar pode ser escolher remédios genéricos, similares ou até mesmo da Farmácia Popular, do governo. Para entender as diferenças e qual é o melhor pra você, recebemos o médico da família Gustavo Gusso e a farmacêutica e professora da USP Silvia Storpirtis.

Genérico x similar x referência

O medicamento de referência (de marca) foi o primeiro a desenvolver e registrar aquela molécula com a indicação terapêutica. Essa marca tem o registro protegido por patente em média por 15 anos, após esse tempo é liberado para que outras marcas fabriquem um medicamento com o mesmo princípio ativo e indicação. Daí que saem os genéricos. Para estarem nessa categoria, os genéricos precisam passar por testes que comprovem a equivalência farmacêutica (mesmo remédio) e bioequivalência (mesma ação no organismo, reações adversas, tempo de ação).

Por isso, os remédios genéricos são totalmente confiáveis, são cópias de qualidade asseguradas. Por que é mais barato? Isso acontece porque esses fabricantes não inovaram na molécula terapêutica, não precisaram desenvolver testes, pesquisas e ensaios clínicos que são muito mais caros. Por isso, o preço final ao consumidor é até 30% menor.

Os similares têm esse nome porque em uma época que não tinha regulamentação, os fabricantes só precisavam provar com documentos que aquele medicamente era parecido com o de referência para conseguir registro. Após a implantação dos genéricos, os similares também precisaram passar pelos mesmos testes e comprovar a equivalência com o de marca.

A principal diferença entre o similar e o genérico é que o segundo não tem marca e o primeiro tem. A informação de que aquele medicamento é um similar está na bula e em uma lista que está disponível no site da ANVISA. Os farmacêuticos também devem ter essa informação nas farmácias.

Ou seja, atualmente, podemos dizer que os três grupos de medicamentos são seguros e, se tiverem a mesma dosagem, forma farmacêutica e princípio ativo também terão a mesma indicação.

Como escolher?

Para escolher entre os três medicamentos depende do remédio prescrito e do preço. Se na receita médica estiver escrito apenas o remédio de referência, o paciente pode solicitar ao farmacêutico as opções dos genéricos e escolher o que preferir. Porém, não pode solicitar o similar, esse só pode ser vendido se o médico prescrever a marca. Portanto, é importante que o paciente converse com o médico no momento da prescrição sobre as opções para aquele remédio.

Farmácia Popular

O enfoque do programa é disponibilizar remédios para as doenças crônicas mais prevalentes a preço acessível. Existem as lojas próprias do governo e também a rede "Aqui tem Farmácia Popular", que são conveniadas com as farmácias da rede privada. Em todas as unidades estão disponíveis os mesmos medicamentos.

São remédios para hipertensão, diabetes, asma, dislipidemia (gordura no sangue), glaucoma, doença de Parkinson, osteoporose e rinite. Além de preservativos, pílulas anticoncepcionais e fraldas geriátricas (para casos de incontinência).

Para adquirir os remédios nesse sistema, é preciso ter em mãos o pedido médico dentro da validade (120 dias, com exceção do anticoncepcional que é de 1 ano) e um documento que contenha o número do CPF. O paciente tem que ir pessoalmente comprar o remédio, somente se a pessoa for comprovadamente considerada incapaz ou idosa, pode ir um representante legal.

O site do Ministério da Saúde tem a lista dos medicamentos disponíveis no sistema. 

Algumas dicas para economizar na compra de remédios:

1.PESQUISAR OS PREÇOS

O preço não é tabelado, então há muita variação entre as redes de farmácia. A pesquisa sempre é a melhor opção. Muitas delas oferecem pesquisa pelo site.

2.CADASTRO NO LABORATÓRIO

A maioria dos remédios de uso contínuo contam com esse serviço. O cadastro pode ser feito pelo site ou por telefone, muitas vezes na própria farmácia pode fazer. Os descontos podem chegar a mais da metade do valor do medicamento.

3.GENÉRICOS

Os genéricos são até 30% mais baratos que os remédios referência. É importante ficar atento à dosagem e ao princípio ativo.

4.CARTÃO FIDELIDADE

As redes de farmácia possuem cadastro de fidelidade, utilizando o CPF é possível conseguir descontos em alguns medicamentos.

5.CONVÊNIO MÉDICO

Outra forma de conseguir desconto, se o paciente possui convênio médico, é só mostrar o cartão no balcão da farmácia.

6.COMPRAR A MAIS

As embalagens "leve 3 e pague 2" podem ser muito úteis em medicamentos de uso contínuo. Aproveitar essas promoções na farmácia podem ajudar. Outra forma de economizar é comprar as embalagens que vem mais comprimidos/cápsulas.

7.PROGRAMAS DO GOVERNO

Farmácias próprias do governo, "Aqui tem Farmácia Popular" e Unidade Básica de Saúde dão remédios de garça ou vendem a preços reduzidos.

*Fonte: G1

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