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19/04/2016

Cientistas buscam mecanismos genéticos e cerebrais que influenciam no peso

A receita é conhecida e, na teoria, fácil de seguir: comer menos e se movimentar mais. Contudo, o mundo não para de engordar. Há duas semanas, a revista médica The Lancet afirmou que, em 2025, um quinto da população global estará obesa. Pessoas com índice de massa corporal acima de 30kg/m², que caracteriza a condição, já são 641 milhões e ultrapassam o número das que se encontram abaixo do peso ideal. Ao mesmo tempo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) disparou o alerta: a quantidade de pacientes de diabetes quadriplicou em três décadas, matando quase 4 milhões por ano. Um dos fatores de risco do tipo 2 da doença, responsável por mais de 90% dos casos, é a obesidade.

Na guerra contra essa epidemia, cientistas reconhecem que precisam conhecer melhor o inimigo. Para tanto, eles buscam na genética e no comportamento de regiões distintas do cérebro pistas que ajudem a esclarecer a propensão ao distúrbio, incluindo possíveis alterações metabólicas que dificultam a queima de gordura e mecanismos associados à eterna sensação de fome. O entendimento da ciência é de que, diante do aumento expressivo da doença em todo o mundo — há tempos, a obesidade deixou de ser um problema apenas dos países ocidentais e desenvolvidos —, já não basta dizer aos pacientes que gastem mais e consumam menos calorias. “Essa equação é simplista. Se nos basearmos apenas nela, vamos perder a batalha contra a obesidade”, acredita Nadia Pietrzykowska, fundadora do Weight & Life, um centro de estudos sobre obesidade da Flórida.

O que se sabe bem é que a ingestão alimentar é regulada por regiões específicas do cérebro. Sinais enviados e recebidos por células localizadas no órgão e em outras partes do corpo, como intestino, pâncreas e tecido adiposo, compõem o sistema. O balanço desse processo, explica Pietrzykowska, leva à homeostase, que governa a sensação de fome e regula o peso corporal. “O elemento-chave desse mecanismo está localizado em uma região do cérebro chamada hipotálamo, que é considerado o centro do apetite e da energia. Os sinais que chegam lá informam ao cérebro se estamos com fome, por meio do hormônio grelina, ou se estamos satisfeitos, por meio de uma variedade de outros hormônios”, explica. Uma alteração nesse processo, seja por questões biológicas, seja por ambientais (disponibilidade e preço de alimentos e incentivo para consumir porções super-sizing, por exemplo), está diretamente associada ao ganho de peso.

*Fonte: Correio Braziliense

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