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25/03/2015

Brasil registra mais de 200 mil casos de dengue em 2015

O aumento das chuvas na Região Sudeste, entre fevereiro e março deste ano, acendeu o alerta para casos de dengue. A região concentra as notificações no País, com 145 mil pessoas infectadas até agora — quatro vezes mais que no mesmo período do ano passado.

O Estado de São Paulo, com 123 mil casos, reúne mais da metade dos 224 mil registros de dengue este ano, no Brasil. O governo do Estado prepara um plano de emergência, ao custo de R$ 10 milhões, para combater a doença a partir de abril. Serão priorizados municípios do litoral e da zona oeste, como Catanduva e Sorocaba, recordistas em casos, segundo Dalton Pereira da Fonseca Júnior, superintendente de Controle de Endemias da Secretaria de Saúde. O plano prevê a contratação de 500 agentes, compra de viaturas, equipamentos e inseticidas para atuar nas áreas de maior infestação da doença.

A grande preocupação hoje é que nós não conseguimos interromper a transmissão de casos no segundo semestre de 2014. Isso foi um fator predominante para o alto número de casos [agora]. Tivemos um incremento da epidemia no oeste do estado, no início do ano, e temos 500 dos 650 municípios paulistas com transmissão.

A crise hídrica pela qual passa o estado também deixou a equipe de saúde em alerta. A adoção de medidas para armazenar água nas casas, por meio de caixas d'água, e o aumento do volume de chuvas em fevereiro e março, são chamarizes para a proliferação de mosquito transmissor da dengue, principalmente na região metropolitana, disse Fonseca.

— A orientação que damos é acondicionar e tampar bem as caixas d'água.

Segundo ele, os principais criadouros do vetor estão dentro dos domicílios. Principalmente vasos de plantas, calhas, lajes e ralos.

Para evitar que a dengue se alastre e aumente a incidência da chikungunya — com 1.049 casos notificados no país de 2014 para cá —, o Ministério da Saúde reúne hoje (24) e amanhã (25), no Rio de Janeiro, técnicos em saúde das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Eles discutem aspectos clínicos, epidemiológicos, vigilância e diagnóstico das doenças, assim como a assistência aos pacientes. O governo quer estimular estados e municípios a elaborar planos de contingência. Hoje, 19 estados apresentaram programas de ação estruturada ao ministério para combater as enfermidades.

O coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho, disse que o plano de contingência é um instrumento que deve ser adotado para garantir resposta adequada e, principalmente, a questão da rede de assistência aos doentes. É fundamental que não seja acionado [só] quando a situação estiver limite máximo [mas antes].

Segundo ele, os planos têm de ter medidas de combate ao mosquito transmissor, com fumacê, plano de comunicação e mobilização, para bem informar a população sobre a doença, notificação dos casos e investigação dos óbitos, além de diagnóstico precoce e tratamento.

— Em determinadas circunstâncias, o atendimento a pacientes com dengue gera uma sobrecarga no sistema de saúde. É necessário que se pense em alternativas para garantir o acesso à população, como o uso de tendas de hidratação ou contêineres.

Na avaliação de Coelho, o aumento do número de casos em 2015, no País, é duas vezes maior que no mesmo período de 2014, e está relacionado à vulnerabilidade da população aos tipos de dengue e ao regime de chuvas nesta época, que favorece a proliferação do mosquito transmissor.

Fonte: R7 

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