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30/03/2015

Autogestão: onde você é seu próprio líder

Trabalhar em uma empresa, sem chefes, gerentes, gestores, ou qualquer função que remeta a liderança. Algumas pessoas ao lerem essa frase logo pensariam em um caos, uma empresa onde ninguém trabalha – já que não é necessário prestar contas. Teoricamente não é bem esse os resultados que o sistema de autogestão apresenta.

Autogestão se trata da administração de uma organização pelos próprios participantes, não há a figura de um patrão, todos os empregados estão aptos a tomar decisões administrativas. Cada um é seu próprio gestor, são responsáveis pelas suas atividades e têm a consciência de que precisam honrar com seus compromissos para que esse modelo seja um sucesso.

A autogestão é plenamente defendida pelo americano Doug Kirkpatrick, consultor e autor do livro “Beyond Empowerment, The Age of the Self-Managed Organization”. De acordo com a palestra ministrada por ele na 6ª edição do evento conTalento, realizado em São Paulo e organizado pela Next Business Media, o ser humano tende a ter melhor desempenho em qualquer área quando se sente bem e possui o controle da sua própria vida, administrando suas atividades e conscientes de que ele é o único responsável pelas suas entregas. 

Como nem tudo é perfeito, claro que existem situações onde certas pessoas não condizem com suas responsabilidades, deixando de cumprir com seus compromissos. É por isso que todos de determinado departamento são responsáveis por tudo que acontece lá, tendo a liberdade de dialogar com a pessoa que não está tendo um bom desempenho. Se o colaborador que está com baixa performance aceitar que realmente não está empenhado, ele sai da empresa sem que ninguém interfira, entretanto se houver desacordos o processo deverá seguir etapas, onde todos do departamento se tornam mediadores até que se chegue a uma conclusão que beneficie a organização.

A geração Y e a autogestão

Ainda conforme Kirkpatrick, o sistema de Autogestão é um estimulante para os jovens. Em uma época onde a retenção de talentos está cada vez mais difícil, uma empresa sem burocracia e hierarquia se torna mais atraente para a geração Y. Um lugar onde se tem autonomia igual a todos, você se envolve naturalmente nos processos organizacionais e consequentemente se sente seguro, preza seu bem estar e tem mais tempo para aprender e se desenvolver profissionalmente. Doug baseia-se na Morning Star (empresa líder mundial na indústria de alimentos e na qual viveu a Autogestão), onde as taxas de retenção são altíssimas: “as pessoas são tratadas com muito respeito e não possuem motivos para irem embora”.

Diante desse novo modelo de gestão, resta a dúvida: será que isso funcionaria aqui no Brasil? Doug Kirkpatrick garante que funciona em qualquer empresa de qualquer lugar do mundo, desde que as pessoas desaprendam tudo aquilo que já aprenderam, da hierarquia que viveram em antigos empregos, na escola, na família. Outro aspecto importante é que a organização confie neste sistema de gestão sem medo de perder o controle.

De qualquer forma, o sistema da autogestão não é comum por aqui e em muitos outros lugares no mundo, mas é um início para repensar algumas práticas dentro das empresas. Para os colaboradores é fazer uma reflexão acerca de suas ações e forma como desenvolve suas atividades rotineiras, se está trabalhando de acordo com as funções da qual se dispôs a exercer logo quando foi contratado (pensando sempre no desenvolvimento pessoal e da empresa que faz parte). Para a chefia das empresas, fica o exercício de valorizar e administrar de forma coerente os profissionais que integram o time, sempre levando em consideração as habilidades e competência, gerando desenvolvimento e um tratamento justo e mais humanizado.

Fonte: AMC Comunicação

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