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28/09/2012

Atividade Física VS Cirurgia Plástica

Além da preocupação com a estética, mulheres e homens têm buscado também componentes para saúde, bem estar e qualidade de vida. Para alcançar equilíbrio é necessário que todas estas frentes estejam alinhadas. O culto ao corpo vem sendo estimulado todo o tempo pelas mídias e pelas próprias pessoas. Desta forma, buscar um padrão de beleza tem sido prática constante entre o público feminino e masculino.

As cirurgias plásticas em prol da estética trazem benefícios e vantagens, porém devemos saber distinguir a diferença entre ganhos obtidos através da cirurgia plástica  (tirar uma gordurinha aqui outra acolá, aumentar os seios, empinar o bumbum...) e ganhos obtidos através da prática de atividades físicas. Estas podem ser a saída para muitos dos problemas "estéticos" (excesso de peso, excesso de gordura corporal e visceral, flacidez), além de trazerem ganhos para a saúde e bem estar mental e espiritual.

Segundo Dr. Gustavo Gibin Duarte, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (CRM 79906), ciclista e triatleta, a cirurgia plástica realizada de maneira ideal seria a “cereja do bolo”: ela serve para acentuar um modelo já saudável. Independente da efetivação da plástica é recomendável se exercitar fisicamente, tanto antes quanto depois.

Existem casos que o senhor aconselha a seus pacientes uma nova rotina de atividades físicas ao invés de cirurgia plástica?
Dr. Gibin:
Na verdade um complementa o outro. O que procuramos hoje em dia é o bem estar, que é um conceito bem mais amplo que beleza. Desta forma, não se trata apenas da pessoa consertar a casca se submetendo a uma cirurgia plástica. Ela precisa estar bem por inteira e esse bem estar físico não inclui apenas a aparência, mas também saúde. Beleza sempre foi e sempre será sinônimo de saúde.

Sempre que me defronto com uma paciente que pretende atingir uma estética corporal melhor, procuro colocar sempre o conceito de que para uma pessoa ser realmente bonita, ela precisa primeiramente ser saudável, pois saúde e beleza andam juntas, ou melhor, são a mesma coisa.

A cirurgia plástica, realizada de maneira ideal, tem a finalidade de dar o toque final em casos que, por mais que haja atividades físicas e boa alimentação, ainda exista uma sobra de pele, uma gordura localizada herdada genéticamente ou uma flacidez de mamas ou musculatura abdominal causada pela gestação. Isso não quer dizer que uma pessoa que esteja um pouco acima do peso não deva fazer uma cirurgia plástica. Essa pessoa precisa entender que a plástica resolverá somente uma parte do problema, e a outra parte deve ter igual importância para ser resolvida.

Os melhores casos são quando o paciente consegue unir saúde e plástica, é aí que fazemos a cirurgia para atingir os melhores resultados. Muitas vezes a pessoa tem um problema que só vai melhorar com plástica, mas também tem dificuldades relativas à saúde, como alimentação inadequada e sedentarismo. Geralmente esse tipo de paciente tende a achar que a cirurgia vai de certa forma resolver as duas faces do problema (saúde e plástica), sendo que as duas coisas são igualmente importantes para se atingir o bem estar em seu sentido mais amplo.

No mundo corporativo, a questão do tempo é prioridade para muitos profissionais, em decorrência disso os executivos estão preferindo a cirurgia plástica?
Dr. Gibin
: No mundo corporativo, as pessoas acima de 30 anos geralmente já possuem família constituída e normalmente estão procurando bem estar, isso é complicado porque de novo temos os dois lados, o da estética e o da saúde. A pessoa tem o tempo escasso e na escala de valores do seu período diário não sobra tempo para corresponder a beleza. Dessa forma o tempo que ela se dedicaria a fazer exercícios físicos monitorados por profissionais, o que realmente seria mais eficiente, ela começa a gastar com a procura de soluções imediatistas para resolver seu problema.

Portanto a falta de tempo é o elemento determinante para a pessoa optar pela cirurgia?
Dr. Gibin:
A questão não é tanto a falta de tempo, porque sempre é possível, porém muitas vezes esse tempo não é tão bem administrado como a empresa em que trabalha, de maneira eficiente e prática. Isso gera um conflito.

Então isto é uma questão de má administração do tempo e uma má influencia da mídia...
Dr. Gibin:
Sim, é um pouco dos dois. Algumas pessoas têm alguns problemas para administrar tudo isso, tanto é que hoje em dia o coaching está se tornando cada vez mais influente, ele vem ganhando espaço exatamente por ajudar a pessoa a materializar aquilo que é mais importante em sua escala de valores.

Agora, casos em que se tem uma falta de tempo absoluta, você precisa assumir isso para você mesmo para que não haja um conflito de valores que impeça você de ser feliz. Essa aceitação vai ser também muito importante para evitar situações em que as pessoas podem chegar a verdadeiras crises existenciais.

Falando em bem estar e atividades físicas, 22 de setembro foi o dia mundial sem carro e o dia do ciclista. Quais são os benefícios para quem anda de bicicleta?
Dr. Gibin:
Andar de bicicleta faz sua freqüência cardíaca aumentar e quem pratica entra na faixa de fat burning e começa a queimar gordura, principalmente a gordura visceral que é a mais comum nos homens e provocam a diabetes, colesterol, hipertensão. Pedalar faz um bem muito grande principalmente na questão de troca de massa: você queima gordura e quando se alimenta aquilo se transforma em estrutura, em massa magra. Quanto à musculatura, pedalar faz muito bem para as pernas, coxas, braços, dorso, ou seja, é um exercício completo.

Trabalhar de bicicleta seria uma boa alternativa para unir o útil ao agradável?
Dr. Gibin:
Sim, sem dúvida, qualquer atividade que faça você se movimentar será benéfica. Nós não fomos feitos para ficar parados, nosso corpo foi moldado há bilhões de anos onde o ambiente era totalmente outro, e mesmo assim ele não mudou quase nada desde lá. Nós fomos feitos para andar, correr, pedalar o tempo todo. Segundo pesquisa, doenças ocasionadas por sedentarismo já mata mais que o tabagismo, e a população está acordando para isso.

Em sua opinião, o que as empresas deveriam fazer para incentivar seus profissionais a praticarem atividades físicas, ou até mesmo ir trabalhar de bicicleta?
Dr. Gibin:
Acredito que há uma tendência crescente de as empresas se preocuparem com o bem estar de seus profissionais e executivos em seu sentido mais amplo. Se cada profissional estiver melhor de corpo e mente, com certeza a empresa estará melhor, pois ela é feita de pessoas. A produtividade, a eficiência e os relacionamentos interpessoais também melhoram. Algumas organizações incentivam seus profissionais a praticarem atividades físicas instalando academias na própria sede, outras procuram fazer convênios com academias específicas. Isso, aliado ao próprio estímulo feito pela empresa, pode ser a grande saída.

Quanto andar de bicicleta, eu sou ciclista e tenho muitos amigos que vão trabalhar de bicicleta. Acho isso ótimo, porém a segurança ainda me preocupa. Infelizmente São Paulo ainda sofre com a despreparação com relação à estrutura de ruas e calçadas e quanto ao respeito ao ciclista. Porém, houve uma grande melhora nos últimos anos com uma verdadeira avalanche de ciclistas pelas ruas da cidade. Com certeza melhorias virão, e pedalar pela cidade será um misto de prazer, lazer, atividade física e beleza, pois assim a cidade ficará muito mais bela.

*Equipe de conteúdo ProPay

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