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06/09/2012

O que as Redes Sociais podem provocar em sua carreira?

Seja para tratar de assuntos profissionais ou pessoais, a rapidez e a disseminação de assuntos compartilhados entre milhões de pessoas faz com que as redes sociais estejam mais presente na vida dos brasileiros.

Em decorrência dessa grande exposição devemos adotar uma postura que mostre aquilo que queremos transpassar as pessoas. Quem tem uma vida profissional ativa não pode se dar ao luxo de manifestar todas as suas opiniões. Determinados assuntos devem ser ponderados e tratados de forma propícia a cada momento.

No mundo corporativo, ainda sem regras estabelecidas com relação a utilização das redes sociais, o bom profissional deve deixar a moderação predominar. Impasses como comentários negativos envolvendo o nome ou a imagem da organização em que trabalha, podem ocasionar até demissões por justa causa.

O que prevê a lei?

Não existe nenhum artigo na CLT que trate a manipulação das ferramentas de relacionamento da internet, sobretudo, Dr. Leonardo Ricupito de Albuquerque, Gerente jurídico da ProPay e especialista em Legislação Trabalhista, afirma que “se for avaliada uma situação em que o empregado pratica algo contrário aos interesses da empresa em alguma rede de relacionamento isso se encaixa no artigo 482 da CLT que regula quais são as hipóteses e situações que permitem a rescisão do contrato por justa causa. Se houver crimes contra a honra como calunia e difamação e a empresa se sentir lesada ocorre uma quebra da relação de confiança com o empregador podendo ocasionar uma justa demissão.”

Ainda de acordo com Dr. Albuquerque, situações embaraçosas podem ser evitadas com a adesão de uma espécie de manual de instrução.  “O mais importante é estabelecer políticas que determinam qual é o limite do empregado dentro de uma rede social – o que ele pode ou não fazer.  Se estiver previsto em uma política interna, dependendo do tipo de comentário do profissional, pode prejudicar a imagem da empresa dando margem sim a uma demissão por justa  causa .”

E-mail corporativo

Além das redes sociais, a questão da utilização do e-mail corporativo também entra em pauta. O especialista em Legislação Trabalhista explica que “a maneira que o e-mail da empresa é utilizado poderá dar margem a duas correntes: a primeira é que o e-mail corporativo é inviolável por conta do direito a privacidade prevista na constituição, ou seja, a empresa não tem direito de monitorar as mensagens que o profissional envia ou recebe. A segunda vertente é que se o profissional tem assuntos privativos para tratar, o ideal é que ele utilize o e-mail pessoal, já que o fornecido pela empresa é uma ferramenta que deve se destinar exclusivamente aos fins relacionados ao trabalho podendo a empresa fiscalizar o conteúdo” detalha Dr. Leonardo que conclui dizendo que a segunda corrente comumente é mais aceita por grande parte da jurisprudência.

Havendo possibilidades do mau uso da internet ocasionar situações desfavoráveis tanto para a empresa quanto para os profissionais, nada mais sensato do que ponderar certos tipos de ações.

O papel do empregador é conceder previamente avisos de suas políticas, principalmente sobre aquilo que não é permitido, podendo fazer desta política sua defesa. Já os profissionais devem seguir as formalidades da organização sempre com cautela não dando espaço para intercorrências que podem prejudicá-lo.


 

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