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08/04/2014

Você quer ter um ataque cardíaco?

Imagino que você seja uma pessoa que tenta se cuidar, dentro do possível. Presta atenção em sua alimentação, se passa do ponto no final de semana tenta descontar no inicio da semana seguinte, faz exercícios de vez em quando, procura ter noites de sono com qualidade, cuida de seus limites pessoais de cansaço e stress, entre outras coisas.

Veja que escrevi 
tenta se cuidar.

Somos todos reféns, em algum momento e de alguma forma, do 
petit-gateau, da preguiça de ir para a academia, do happy-hour com os amigos que nos faz passar do ponto, do trabalho até mais tarde ou da insônia que nos persegue, do vício no celular, na caixa de mensagens, nas redes sociais.

Afinal, trabalhamos muito. Cada vez mais. Temos um monte de assuntos para cuidar e resolver, uma pauta que só cresce, e uma competição cada vez maior. Mas somos “filhos de Deus”: merecemos uma trégua de vez em quando. Seja na forma de 
petit-gateau, preguiça, cerveja, remédio ou o que for.

Pois o trabalho é a parte mais importante de nossas vidas. Precisamos do dinheiro, queremos crescer e ser promovidos, temos que dar conta e entregar. Por isso, convivemos com o stress, a pressão, a falta de tempo, a correria e … a ameaça iminente de ataques cardíacos.

Como? Ataques cardíacos??

Isso mesmo: pesquisa recente da Universidade de Tel-Aviv, publicada no jornal 
Psychosomatic Medicine, provou uma relação direta e assustadora entre burnout e ataques cardíacos. Profissionais esgotados tem nada menos que 79% de chances maiores de sofrerem um infarto do que seus colegas mais equilibrados. Nas palavras da pesquisadora Sharon Tucker:Isso é alarmante e muito mais extremo do que esperávamos. A pesquisa demonstra que oburnout, ou esgotamento causado pelo trabalho, é um agente estressor muito mais potente que colesterol alto, sedentarismo e até mesmo o hábito de fumar.

Mas quais as causas do esgotamento causado pelo trabalho de acordo com o estudo? Stress alto, carga de trabalho muito pesada, falta de controle e autonomia, falta de suporte emocional e períodos de trabalho excessivamente intensos e longos. Pesquisas anteriores já tinham sinalizado que o stress profissional está diretamente ligado a problemas sérios de saúde, como obesidade, insônia e ansiedade. Mas este estudo foi além: até que ponto um trabalho que exige demais, física ou psicologicamente, pode ter ligação com doenças coronárias severas? A amostra não foi pequena: 
8.838 profissionais – homens e mulheres, de aparência saudável, que foram acompanhados por 3,5 anos (42 meses). Importante destacar que o estudo controlou outros fatores de risco como histórico familiar, cigarro e idade.

Ou seja, trabalhe muito, muito mesmo, e tenha quase 80% mais chances de infartar.

A fórmula pode ser a seguinte: trabalho + correria + pressão + entregáveis + dinheiro + promoção = opressão + sedentarismo + muita comida + álcool + pouco sono + ansiedade = ataque cardíaco.

E podemos agravar a parte do resultado se ainda tivermos que trabalhar somente pelo dinheiro, sem gostar do que fazemos, sem engajamento. É o que chamo de 
piedade patrocinada ou demissão emocional.

Mas não precisa ser assim. 
Não deve ser assim.

Precisamos prestar atenção aos nossos limites, às nossas escolhas, tanto profissionais como pessoais. Precisamos avaliar como estamos vivendo nossas semanas, nossa rotina.

E mudar o que for preciso. Mudar a rotina, mudar o ritmo, mudar o trabalho. Mudar até de empresa, se for o caso. Mas não esperar, de forma passiva e desleixada, que passemos a fazer parte das estatísticas crescentes de casos de dano, afastamento ou morte pelo trabalho.

Afinal, trabalhar é prosperar, é se realizar, é crescer e se desenvolver.

Trabalhar é uma necessidade. Ficar doente ou morrer antes da hora, uma escolha.

*Esse artigo foi publicado no site Exame.com

 

 

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