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12/09/2012

O gerenciamento do plano de saúde e a vida da empresa

“Saúde não tem preço, mas tem custo”. Certamente, esta é uma das frases mais discutidas nas corporações que oferecem Plano de Saúde aos seus profissionais hoje em dia. Um case bem conhecido é o da GM nos EUA, cujo custo com este benefício foi um dos principais motivos da crise vivida pela empresa, em 2008, porque o peso do orçamento com plano de saúde chegou a impactar no preço final dos produtos da montadora e, consequentemente, a deixou menos competitiva frente à concorrência.

No Brasil, este tema tem ganhado cada vez mais relevância, uma vez que a legislação impõe coberturas com custos ilimitados, impedindo que as companhias construam previsões orçamentárias mais precisas. Nos últimos quinze anos, segundo dados internacionais, observou-se que a inflação médica superou em 100% a inflação do custo de vida.

Diferentemente de outros setores da economia, a área da saúde, ao agregar novas tecnologias, acaba por acrescentar novos custos, tornando-se mais cara. Exemplo é o stent que passou a ser usado pelos cardiologistas – um recurso de extrema tecnologia, que trouxe real ganho de salvar mais vidas, mas que tornou o custo da saúde mais alto.

Ao analisarmos os custos com mão de obra, observamos que, depois do salário, o plano de saúde é a maior despesa de uma companhia, representando em média 10% do salário mensal pago ao profissional, índice que há dez anos era de 5%. O mau gerenciamento do plano de saúde pode impactar as empresas de diversas formas, seja no preço final dos produtos, no custo das exportações ou no próprio balanço.

Quando analisamos o custo total com benefícios ofertado pelas empresas chegamos a um valor médio adicional entre 22% e 28% do valor da folha de pagamento, sendo que o plano de saúde representa deste total entre 35% e 40% do pacote.

Para diferenciar os tipos de benefícios ofertados, criamos duas categorias: os Benefícios Geniais e os Benefícios Legais. O plano de saúde faz parte dos Benefícios Geniais - aqueles que são necessários para atrair e reter profissionais, e nos quais estão incluídos também o plano odontológico, o seguro de vida e a previdência privada.

Mais importante que oferecer esse benefício, é manter a qualidade dele, uma vez que os níveis de utilização com consultas, exames e internações podem ficar acima do limite contratado. Deve existir um acompanhamento periódico, que permita à empresa conhecer quantos dos usuários utilizam o plano de forma preventiva, quantos são pacientes com doenças crônicas e, principalmente, quantos já apresentam quadro clínico de alto custo (internações, tratamentos oncológicos, cirurgias, entre outros).

Gerir de forma eficiente esse custo requer identificar os profissionais que têm doenças crônicas, porque eles podem representar um maior gasto com o plano de saúde e prejudicar o desempenho por produtividade. Além de ter um programa de apoio e acompanhamento a estes pacientes, a empresa pode elaborar um plano com ações de prevenção e promoção da saúde, como parcerias com academias, realização de check up anual, campanhas internas de informação e conscientização para cuidados com a saúde. Muitas empresas já se atentaram para esta questão e têm realizado programas muito bons na promoção da saúde e com ótimos resultados. 

Investir na saúde significa avaliar o perfil da saúde física, mental, emocional e espiritual de todos os profissionais – tanto dos que já trabalham na empresa, como dos novos. É preciso que a gestão da saúde na companhia contemple riscos, realidade e ações preventivas e curativas, identificando riscos que irão impactar de forma efetiva os custos da empresa, seja nos reajuste acima da inflação do plano de saúde, seja no aumento do FAP (Fator de Acidente Previdenciário) e, principalmente, na produtividade que permitirá à empresa se diferenciar de seus concorrentes.

Informação, conhecimento, sabedoria, comunicação e prevenção são as palavras-chaves para uma gestão de sucesso, que permitirá sua empresa oferecer um plano de saúde cada vez melhor e sempre com custos adequados a sua capacidade competitiva.

Acreditamos que, além das perspectivas financeiras, manutenção de clientes e gestão de pessoas, a Gestão da Saúde deve ser um dos pilares estratégicos de uma organização vencedora, em que o discurso esteja alinhado às ações corporativas. Como diria o filósofo, “não existe nada mais invisível que o óbvio”, e é claro que nosso bem maior reside na saúde de cada profissional das nossas empresas. Saúde tem preço e o custo vai depender de cada um de nós.

* Ricardo Salvador Lopes é diretor da área de benefícios da ProPay

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