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18/09/2014

Como reter talentos e diminuir o turnover nas empresas

Apesar de inúmeras empresas já estarem realizando ações de retenção de talentos, o tema ainda é um desafio para as organizações. O desafio se dá principalmente entre os jovens da geração Y, nascidos entre a década de 80 e 90, aproximadamente, que são em geral conectados, ligados à tecnologia, multitarefas, cheios de autoestima e ambiciosos. Precisam estar motivados o tempo todo e não se importam de mudar de empresa quantas vezes forem necessárias.

Enquanto as gerações anteriores, principalmente a dos "baby boomers", costumava entrar em uma empresa e ali permanecer até a sua aposentadoria, a geração Y trabalha por projeto, foca, dá tudo de si e depois vai embora. Um estudo da Talenses, realizado em São Paulo no início deste ano, apontou que 71% desses profissionais ficam de três a seis meses em uma companhia, um tempo extremamente curto, gerando muito turnover e prejuízo para as empresas.

Assim, é preciso saber lidar e criar ações para estimular a permanência de profissionais nas empresas. Um primeiro ponto é o estímulo à proatividade, à utilização de toda a capacidade dos profissionais no trabalho. É preciso inserir as pessoas no seu planejamento estratégico; seus colaboradores precisam participar dos projetos, dos objetivos da companhia, metas, e não apenas receber ordens, em qualquer nível hierárquico da empresa em que se encontrem. Eles precisam sentir que sua opinião será válida para a empresa.

É preciso valorizar os talentos, elaborando planos de remuneração diferenciados e um adequado plano de carreira. Além disso, um ambiente de trabalho confortável, com flexibilidade e até a possibilidade de home office (devidamente monitorado) não são mais diferenciais, mas sim necessidades já bastante claras. Mudança de projetos, de focos, de habilidades, tudo isso gera interesse nos profissionais movidos a desafios.

Um case de sucesso nesse sentido é o da Votorantim. A empresa criou em 2011 uma gerência geral de Captação de Talentos com o objetivo principal de atrair novos talentos, de acordo com seus Princípios de Sustentabilidade e com a Crença Meritocracia. Foi lançado também o Programa Movimenta, promovendo o foco em retenção, desenvolvimento e atratividade, visando priorizar o aproveitamento interno em vagas de áreas diversas, propiciando aos empregados a oportunidade de crescimento e de novas experiências, para que ainda mais oportunidades possam ser oferecidas dentro da organização, a quem estiver apto a assumir novos desafios.

Além disso, a Votorantim promove uma avaliação de desempenho anual e um Programa de Trainees. Como estratégia de retenção de talentos, a empresa busca sempre reduzir a rotatividade dos funcionários, verificando sempre os motivos dos desligamentos, a percepção do funcionário sobre a sua saída e a avaliação dele sobre a empresa como um todo.

Apesar de muitos bons exemplos de programas de retenção de talentos no Brasil, existe ainda no país uma cultura muito imediatista, que foca mais na resolução de problemas que em desenvolver programas em médio e longo prazo, capazes de promover ações consolidadas para reter talentos. Portanto, a mudança já ocorreu na mente da nova geração, mas ainda não está enraizada na estratégia das empresas. Esse é um ponto crucial e que precisa ser trabalhado. De outra forma, as organizações continuarão deixando escapar talentos e tendo que lidar com um turnover muito acima do esperado.

 

*Este artigo foi publicado pelo RH.com

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