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06/01/2016

Como minimizar os impactos da crise atual sobre a área financeira da sua empresa?

O controle de custos e despesas de uma empresa é essencial qualquer que seja o cenário da economia. Obviamente que em um momento de crise, a gestão financeira deve ser ainda mais acentuada.

Entender em detalhes toda a estrutura de custos e despesas de uma organização é função primordial de qualquer gestor. Tal entendimento é o único caminho para visualizar oportunidades de otimização de recursos, ou seja, redução de custos e excessos.

Estas oportunidades devem ser entendidas não apenas como despesas que possam ser cortadas, mas também despesas ou custos que possam ser evitados. Dentre estes casos destacam-se aqueles chamados de discricionários, ou seja, gastos com feiras e eventos, gastos com treinamento, gastos com pesquisa e desenvolvimento entre outros. Estes casos caracterizam-se como sendo aqueles cujos gestores possuem poder de decisão sobre sua realização.

Neste contexto, é fundamental avaliar em profundidade os efeitos de um corte específico de custos ou despesas. Se tal avaliação não for feita, os impactos na atividade da empresa podem ser significativos e profundos. Em muitos casos, o que parece uma oportunidade pode transformar-se num risco, principalmente se a eliminação ou redução do gasto não for acompanhada de um redesenho dos processos visando maior eficácia ou, simplesmente, um reequilíbrio de determinado setor ou atividade da empresa.

Demissão de funcionários é uma alternativa?

Em momentos de forte crescimento econômico, surgem oportunidades de crescimento de vendas para qualquer empresa, fruto do aumento no consumo. Neste contexto, as empresas buscam antecipar-se e preparar-se para atender a demanda crescente aumentando a capacidade produtiva. Basicamente isso ocorre por meio de investimento em novos equipamentos e mais pessoas, isto é, aumento da estrutura.

Como o mercado é cíclico, tais momentos de bonança passam e são sucedidos por momentos de crise como o que estamos vivenciando atualmente. Na medida em que o almejado crescimento de vendas não acontece, automaticamente o foco que antes era prioritariamente voltado para fora da empresa, ou seja, o potencial de crescimento do mercado, volta-se para a parte interna em busca de ineficiências e ociosidade. Avaliações profundas e detalhadas passam a ser feitas em busca de redução de custos. Trata-se de uma simples questão de sobrevivência da empresa.

Como os investimentos em máquinas não podem ser revertidos, a ação mais rápida a ser tomada é o corte de estrutura, ou seja, pessoas. Os funcionários menos produtivos acabam sendo dispensados, o que causa um impacto momentâneo no caixa em função do pagamento de rescisões.

Tal impacto, por outro lado é recuperado em alguns meses, uma vez que a empresa deixa de pagar estes salários daquele momento em diante. No médio e longo prazo, a economia com o pagamento destes salários permite reequilibrar as finanças da empresa principalmente num cenário no qual as vendas também tendem a cair.

Cliente inadimplente, um problema crescente em momentos de crise

Além da queda de vendas em decorrência de uma desaceleração forte e generalizada, a inadimplência é um dos principais problemas por comprometer qualquer previsibilidade de caixa. Tal situação surge inesperadamente e exige ações rápidas que venham a reduzir os efeitos desfavoráveis de uma entrada de recursos que era esperada, mas que não acontecerá no momento devido.

Caso um cliente torne-se inadimplente, antes de qualquer ação, é importante entender as razões. Em contato com o mesmo, entender se foi algo esporádico e momentâneo é o primeiro passo para um entendimento e alinhamento para o futuro.

Em caso de reincidência, ter uma área de cobrança atuante é essencial. Concessões visando o recebimento não devem acontecer por criarem um precedente irreversível.

Daniel Zaghi, controller na ProPay, é formado em Administração de Empresas pela PUC-SP e possui MBA Executivo pelo Insper. Trabalhou em posições de Gestão em Controladoria e Planejamento Financeiro em empresas como Grupo Pão de Açúcar, Monsanto, General Motors, General Electric, Warner Bros e Comgás.

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