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11/10/2016

Empresas investem mais na doença do que na saúde

Apenas 25% dos trabalhadores brasileiros possui plano de saúde. A baixa porcentagem faz com que esse seja o benefício mais valorizado entre os profissionais. Outro fator preponderante que torna o plano de saúde um benefício de grande valor é que permite o acesso a tratamentos privados não apenas do funcionário, mas também de sua família. Diante disso, é considerado um “benefício genial”, uma vez que pode ser um diferencial para as empresas na atração e retenção de talentos.

Se para o funcionário é o benefício mais atraente, para a empresa é o benefício que mais assusta, visto que seu custo vem numa P.G. e representa atualmente 12% da folha da maioria das empresas, podendo atingir a faixa dos 25% em alguns anos.

A inflação médica neste ano chegou a 19,3%, ficando acima da inflação anual medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que foi de 10,67% no ano passado, ou seja, resulta em números que ficam acima da inflação da indústria e do consumidor. Esse quadro vem se repetindo ao longo dos últimos 15 anos e é o principal fator que poderá inviabilizar a oferta do plano de saúde num futuro não tão distante, onde só uma elite de empresas e pessoas terão condições de bancar.

A razão desses custos se deve aos altos reajustes nos preços praticados nos últimos anos que estão ligados diretamente ao incremento de novos tratamentos, novos remédios e novas tecnologias. O paradoxo dessa equação está no fato de que, mesmo com reajustes tão altos, boa parte das operadoras continua perdendo dinheiro. Médicos, hospitais, clínicas e laboratórios credenciados estão insatisfeitos com os valores recebidos e os usuários reclamam cada vez mais da qualidade dos serviços oferecidos.

Como minimizar impactos e custos com o plano de saúde?

Em decorrência desse processo, que está cada dia mais caro e inflacionado, fica explícito que as empresas investem muito na doença e pouco na saúde. Plano de saúde, medicina ocupacional, ambulatórios médicos (sem visão assistencial), RAT – Riscos Ambientais de Trabalho (FAP – Fator Acidentário de Prevenção) e absenteísmo consomem altos valores e acabam inibindo o foco em programas que motivam os cuidados preventivos com a saúde física, mental e emocional.

Para mudar isso devemos simplesmente tratar a raiz do problema a fim de evitar consequências futuras e muito mais caras. Precisamos ajudar nossos colaboradores a mudarem hábitos pouco saudáveis por ações que proporcionem equilíbrio físico e emocional e, assim, reduzir ao máximo a utilização indevida do plano de saúde.

Conhecer os riscos do seu ambiente de trabalho é mais do que necessário, é fundamental, pois só assim conseguiremos elimina-los ou reduzi-los ao máximo, dando-nos maior controle sobre a situação.

O tema saúde deve fazer parte da estratégia organizacional para que todos possam pensar, falar e agir a respeito. Deve estar nas metas e objetivos do planejamento organizacional demonstrando de forma prática que será através de pessoas saudáveis que a empresa irá executar seu plano de ação.

Cada gestor tem que ser um conselheiro e um incentivador no sentido de que todos participem do verdadeiro “plano de saúde”, que deverá ser amplo e oferecer alternativas para os diferentes grupos, como por exemplo os doentes crônicos. A construção de um projeto que vislumbre a saúde e o bem-estar passa a ser mais que uma necessidade e se torna prioridade estratégica.

Na prática, uma opção muito eficaz, é montar um comitê de Saúde,formado por membros ativos da empresa, operadora e consultoria (caso a empresa terceirize essa gestão). Essa comissão terá a função de traçar um plano de ação e estabelecer as prioridades para os próximos meses, visando curto, médio e longo prazo.

As responsabilidades serão distribuídas o que assegurará o engajamento e comprometimento de todos. Estabelecer premiações e méritos será fundamental para o sucesso do programa. A medicina ocupacional deverá ser mais proativa e ajudar de forma efetiva na saúde dos colaboradores titulares do plano de saúde, sempre com uma visão assistencial. Uma equipe multidisciplinar ligada à saúde poderá assessorar ou assistir diretamente o comitê.

O comitê de saúde é uma ação dentro das infindáveis opções de projetos no que tange à saúde. Campanhas dessa natureza contribuem diretamente com o clima organizacional, na redução dos gastos com doenças e aumentam gradativamente a saúde dos colaboradores e consequentemente da organização. Não existe nada mais invisível do que o óbvio, por isso a proposta é bem simples: invista e trabalhe o óbvio dentro de sua empresa.
 

*Fonte: ABRH BRASIL

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